AMCHAM – Robotização de processos: como ela pode ajudar na gestão da sua empresa?

Success, Curve, Arrow, Turn On, Turn Off

A crise causada pelo avanço do novo coronavírus impactou negativamente 4 em cada 10 companhias do país, de acordo com a pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid-19 nas empresas, do IBGE. Por outro lado, a pandemia estimulou digitalização e amadureceu a gestão em diferentes frentes negócios. De soluções que otimizam processos a ferramentas que melhoram a análise de dados, a verdade é a transformação digital veio para ficar, e quem duvida desta afirmação coloca em risco toda a saúde financeira de seus negócios.

Algumas tecnologias já fazem parte da rotina das companhias, outras estão apenas no início, mas Camila Sertorio revela que cinco, em especial, não devem sair do radar da alta liderança. Edge computing, blockchain e criptomoedas, RPA, Inteligência Artificial e aplicações de low e no-code serão as responsáveis por alavancar a transformação digital nos próximos anos, segundo a Diretora da PwC. A especialista compartilhou esses insights durante nosso WebComitê de Tecnologia da Informação e Comunicação, realizado no dia 20/08.

Uma das mais promissoras, de acordo com a especialista, é a RPA (Robotic Process Automation). Nos próximos 3 anos, afirma o estudo ‘RPA and your digitisation strategy’, as empresas se beneficiarão com mais de 30% da redução de custos aplicando o RPA em funções e processos com potencial comprovado em automação, como finanças, contabilidade, controladoria, fiscal, RH e compras. Além de mitigar custos, um robô, em média, economiza 75% do tempo necessário para a realização de uma tarefa manual.

A AUTOMAÇÃO COMO ALIADA

A automação de processos robóticos tem gerado muito entusiasmo nos últimos anos por sua capacidade de reduzir erros, aumentar a produtividade e eficiência e melhorar o posicionamento de marca para o público externo. Mas não é mágica: é preciso analisar com atenção os fluxos de trabalho para entender se os processos são baseados em regras, possuem dados estruturados e se não exigem uma alta taxa de intervenção humana.

Como conceito, o objetivo da RPA é permitir que as empresas automatizem tarefas padronizadas e liberem o tempo dos colaboradores para que eles se dediquem a tarefas de maior valor agregado, não os substituir. “Com a RPA, além da liberação dos profissionais para atividades analíticas e estratégicas, o time acaba se tornando mais engajado e o relacionamento com gestores e pares tende a melhorar”, conta Patrícia Rossi Pereira, Superintendente de Operações da Mapfre.

O RPA traz benefícios incontáveis para as empresas, mas o que gera transformação e posiciona a marca com um diferencial competitivo no mercado é a combinação de tecnologias, processos e pessoas. “A PwC acredita que um mix correto de RPA, Decision Analytics e tecnologias de inteligência artificial irão possibilitar que companhias liderem suas indústrias por meio de excelência operacional, satisfação de cliente e colaboradores, e da melhora significativa em seus resultados. Além disso, não podemos esquecer que quem impulsiona essa mudança são as pessoas. A tecnologia é apenas um viabilizador”, diz Camila Sertorio.

Fonte: Câmara Americana de Comércio